Joaquim Pedro Salgado
| Joaquim Pedro Salgado | |
|---|---|
| Nascimento | 20 de maio de 1835 Alegrete |
| Morte | 12 de março de 1906 Rio de Janeiro |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | político |
Joaquim Pedro Salgado (Alegrete, 20 de maio de 1835 — Rio de Janeiro, 12 de março de 1906) foi um militar e político brasileiro.
Biografia
[editar | editar código]Casado com Maria Josefa Artayeta Palmeiro, foi pai de Joaquim Pedro Salgado Filho.
Ainda jovem, sentou praça no 5° regimento de cavalaria ligeira, comandado por seu parente, o general Andrade Neves, tomando parte na Guerra contra Rosas. De volta ao Brasil, deixou a caserna, tendo retornado somente quando iniciada a Guerra do Paraguai, foi nomeado major comandante da guarda de D. Pedro II. Terminado o conflito, assumiu um posto na Secretaria da Fazenda, onde se aposentou.[1]
Foi recebido na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia em 1965, eleito membro suplente da Mesa Administrativa em 1866, suplente do mordomo do cemitério em 1867, 1868 e 1869, irmão definidor em 1969, mordomo dos presos em 1870, suplente em 1874 e 1875, provedor em 1884. Durante sua provedoria foram feitos melhoramentos nas escadas de acesso, pintura de todo o prédio, reforma no Salão Nobre, instalação de encanamento de gás e água, reforma e instalação de iluminação nas cozinhas, e foi assumida a administração do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Foi reeleito para os anos de 1885 a 1887, mas a administração foi encarregada a um interino. Reeleito para o biênio 1888-1889, aceitou a proposta das irmãs franciscanas terceiras para auxiliarem na administração, foi criada uma maternidade, ampliado o cemitério, a capela foi reformada e ornamentada, e entregou a administração do Hospital Psiquiátrico para o Estado. Por seus relevantes serviços foi homenageado com um retrato no Salão Nobre da Santa Casa.[2]
Colaborou na criação da primeira Faculdade de Medicina do estado, defendendo vigorosamente o projeto junto aos deputados.[3] Defendeu o fim da escravatura, foi membro do Partido Liberal, deputado provincial de 1885 a 1889, presidente do Legislativo, e deputado geral em 1885. Aquiles Porto-Alegre disse que "foi um dos chefes de mais prestigio do Partido Liberal. Era um homem inteligente, insinuante, jeitoso e de trato fidalgo".[1]
Após a proclamação da República, opôs-se aos castilhistas e participou da fundação da União Nacional. Tomou parte da Revolução Federalista de 1893, sendo obrigado a se refugiar no Uruguai. Mudou-se depois para o Rio de Janeiro, onde se dedicou à indústria.[1] Ao falecer, deixou um legado testamentário para a Santa Casa para financiamento das irmãs franciscanas.[4]
Referências
- ↑ a b c Porto-Alegre, Achylles. Homens Illustres do Rio Grande do Sul. Livraria Selbach, 1917, pp. 164-165
- ↑ Pereira, Denise Viana (coord.). Provedores irmãos e irmãs da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, volume I. Centro Histórico-Cultural Santa Casa de Porto Alegre, 2024, pp. 158; 160-167; 180-181; 199-202; 207; 210-213
- ↑ Franco, Sérgio da Costa. A Velha Porto Alegre: crônicas e ensaios. Edigal, 2015, 2ª edição, pp. 94-103
- ↑ "Homenagem às Irmãs Franciscanas e à Irmã M. Adiles". Centro Histórico-Cultural Santa Casa de Porto Alegre