Itaitinga
Itaitinga | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | itaitinguense |
| Mapa de Itaitinga | |
| Coordenadas: 3° 58′ 08″ S, 38° 31′ 40″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Ceará |
| Região metropolitana | Fortaleza |
| Municípios limítrofes | Norte: Fortaleza e Eusébio, Leste: Aquiraz, Sul: Horizonte e Guaiúba, Oeste: Pacatuba |
| Distância até a capital | 32 km |
| Fundação | 27 de março de 1992 (33 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Antônio Marcos Tavares (PRD, 2021–2024) |
| Área | |
| • Total [1] | 153,686 km² |
| Altitude | 67 m |
| População | |
| • Total (IBGE/2016[2]) | 64 648 hab. |
| Densidade | 420,6 hab./km² |
| Clima | Tropical quente sub-úmido |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (IBGE/2010[3]) | 0,626 — médio |
| PIB (IBGE/2013[4]) | R$ 305 858,000 mil |
| • Per capita (IBGE/2013[4]) | R$ 8 943,70 |
Itaitinga é um município brasileiro do estado do Ceará, pertencente a Região Metropolitana de Fortaleza desde 1992, limítrofe à capital cearense, no nordeste do Brasil.
Está localizada às margens da BR 116, a uma altitude média de 67 m, 153,686 km²[1] de área e 64.648 habitantes.[5] É a 25ª cidade mais populosa do estado do Ceará e a 506ª mais populosa do Brasil.
Etimologia
[editar | editar código]"Itaitinga" provém da palavra homônima em tupi[6][7] e significa «jaspe», «pedra de mármore ou semelhante»,[7] sendo uma composição das palavras itá, (pedra) -ĩ (sufixo do diminutivo, equivalente a -inho ou -inha. Pode-se traduzir também como "pequeno") e ting (branco), ou seja, "pedrinha branca", literalmente. O a ao final é um sufixo substantivador e não faz parte do adjetivo ting. Considerando a história do município, é possível que o significado pretendido para o topônimo atribuído, que originalmente designava uma estrada próxima à uma pedreira, fosse "britas brancas", "mármores" ou outro tipo de rocha branca que se pudesse encontrar pela região.
É muito difundida uma outra etimologia, equivocada,[6] segundo a qual "Itaitinga" viria da composição itá (pedras) + 'y (rio) + tinga (brancas), pretendendo significar "Rio/Riacho das pedras brancas". Todavia, esta etimologia, além de não ser a verdadeira, está maltraduzida. Só se poderia obter tal tradução sem erro caso o nome do município fosse "Itatingui" (a partir de itating[a] + 'y), com o vocábulo correspondente a rio não no meio, mas no fim da palavra, pois a relação genitiva do tupi é expressa através da colocação do nome possuidor em seguida do nome possuído[8] e, portanto, a composição supramencionada resultaria, na verdade, em "Rio branco das pedras".
História
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As terras às margens do rio Coaçu eram habitadas por etnias indígenas, tais como os Pitaguaris e Jenipapos-canindés.[9][10]
Um distrito criado com a denominação de Cajazeiras, por ato estadual de 07/07/1917, subordinado município de União. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Cajazeiras permanece no município de Pacatuba.
As terras ao redor de Gereraú (um distrito às margens da antiga estrada Messejana-Pacatuba ou Estrada Itaitinga-Carapió) tiveram a sua história mudada com a construção da BR 116 nos anos 1930 do Século XX.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31/12/1936 e 31/12/1937. Pelo decreto estadual nº 448, de 20/12/1938, o distrito de Cajazeiras passou a denominar-se Pedreiras. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito Pedreiras ex-Cajazeiras, figura no município de Pacatuba. Pelo Decreto-lei Estadual nº 1114, de 30/12/1943, o distrito de Pedreiras passou a denominar-se Itapó.
O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), agora Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estruturou ao lado leste da serra local residência para os engenheiros da obra, além de uma pedreira para a retirada de brita, que serviria para os alicerces da estrada.
Nos anos 1960 e anos 1970 do século XX, a antiga Estrada Itaitinga-Carapió, atual Rodovia Edson Queiroz (CE-350) que liga Itaitinga a Pacatuba (Ceará), teve boa parte do seu percurso inundado pelas águas dos açudes que abasteceriam Fortaleza, como: Açude Gavião e Açude Pacoti/Riachão.
Em divisão territorial datada de 01/07/1960, o distrito de Itapó figura no município de Pacatuba. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17/01/1991.
Das tribos indígenas, da residência do DNER, do extrativismo, da construção dos Açude Gavião e Açude Pacoti/Riachão surgiu Itaitinga que que foi elevada a categoria de cidade pela Lei Estadual nº 11927 de 27 de março de 1992 (assinada pelo Governador Ciro Gomes), com território desmembrado de Pacatuba.[11]
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
[editar | editar código]Clima
[editar | editar código]Tropical quente sub-úmido com pluviometria média de 1.416,4 mm[12] com chuvas concentradas de janeiro à junho.[13]
Hidrografia
[editar | editar código]As principais fontes de água fazem parte da bacia dos rios Cocó e Pacoti, sendo elas os riachos Coaçu, Riachão, Riachuí, Traiara, Itapeba, Água Fria, Mata Fresca, Guaiuba. Existem ainda diversos lagoas, tais como Carápio, Lagoa de Dentro, Caracanga, Cajueiro, Gereraú, Taveira, Tamboatá e Lagoa do Centro.
Boa parte das terras de Itaitinga são inundadas pelas águas dos açudes Gavião e Pacoti/Riachão.[14][15]
Relevo
[editar | editar código]As terras de Itaitinga são formadas por tabuleiros pré-litorâneos: são descritos como feições geomorfológicas e ambientais não deformadas. Esta unidade apresenta a mais típica superfície de agradação do território cearense; superfícies sertanejas e maciços residuais: formam uma vertente íngreme.
As principais elevações possuem altitudes inferiores a 200 metros acima do nível do mar. Os solos da região são Podzólicos Vermelho-Amarelos: são solos minerais, não hidromórficos, com horizontes B textural, de cor vermelho-amarelada e distinta diferenciação entre os horizontes no tocante a cor, estrutura e textura, principalmente. São solos bastante susceptíveis à erosão, sobretudo quando há maior diferença de textura do A para o B, presença de cascalhos e relevo mais movimentado com fortes declividades.[16]
Destaque para a Serra de Itaitinga vista de vários pontos da cidade, tem aproximadamente 227m, sendo o ponto mais alto.[17]
Bioma
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A vegetação predominante é Caatinga. As plantas deste bioma são xerófilas, ou seja, adaptadas ao clima seco e à pouca quantidade de água. Algumas armazenam água, outras possuem raízes superficiais para captar o máximo de água das chuvas. E há as que contam com recursos para diminuir a transpiração, como espinhos e poucas folhas.
A vegetação é formada por três estratos: o arbóreo, com árvores de 8 a 12m de altura; o arbustivo, com vegetação de 2 a 5m; e o herbáceo, abaixo de 2m. Entre as espécies mais comuns estão a amburana, o umbuzeiro e o mandacaru. Algumas dessas plantas podem produzir cera, fibra, óleo vegetal e, principalmente, frutas.
Ainda fazem parte da vegetação o Complexo Vegetacional da Zona Litorânea, Floresta Subperenifólia Tropical Pluvio-Nebular e Floresta Subcaducifólia Tropical Pluvial.[18]
E a fauna é composta por répteis (principalmente lagartos e cobras), roedores, insetos, aracnídeos, cachorro-do-mato, sapo-cururu, asa-branca, cutia, gambá, preá, tatupeba, sagui-do-nordeste, entre outros animais.
Subdivisão
[editar | editar código]O município é composto de dois distritos: Sede e Gereraú.[19]
Aspectos sociais
[editar | editar código]A maior concentração populacional encontra-se na zona urbana. O município dispõe de abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica, serviço telefônico, agência de correios, serviços bancários, hospital, e ensino fundamental e médio.[18]
O acesso ao município pode ser feito via Fortaleza através da Rodovia BR 116; e via Pacatuba pela Rodovia Edson Queiroz (CE 350). Os demais lugarejos, sítios e fazendas são acessíveis através de estradas asfaltadas, de calçamento e carroçáveis.[20]
Economia
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A economia local é baseada na mineração, na extração de rochas ornamentais, brita, placas para fachadas e usos diversos na construção civil; a extração de areia e argila (utilizada na fabricação de telhas, tijolos), bem como extração de rocha calcária.
No comércio varejista há supermercados, farmácias, depósitos de construção, lojas de roupas, boutiques, frigoríficos, lojas de móveis e eletrodomésticos e eletrônicos, mercadinhos, mercearias, padarias, lojas de variedades, lanchonetes e restaurantes.
Nos serviços há salões de beleza, locadoras, oficinas mecânicas, academias, borracharias, técnicos em eletrônicos, vendedores ambulantes, costureiras e botecos.
Na agricultura destacam-se as culturas de subsistência de feijão, milho, mandioca e algodão. Na pecuária: bovino, suíno e avícola.
O extrativismo vegetal também é fonte de renda e destaca-se no fabricação de carvão, extração de madeiras diversas para lenha e construção de cercas.[21]
Cultura
[editar | editar código]Os principais eventos culturais:
- Festejos de São José - Padroeiro do Estado em 19 de março;
- Festejos de Santo Antônio em junho;
- Desfile Cívico de 7 de Setembro.
Referências
- ↑ a b IBGE (16 de setembro de 2022). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE). Consultado em 16 de setembro de 2022
- ↑ «Censo Populacional 2022». Censo Populacional 2022. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 16 de setembro de 2016. Consultado em 16 de setembro de 2016
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IDHM). 2010. Consultado em 16 de setembro de 2016
- ↑ a b «produto interno bruto dos municípios - 2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 16 de setembro de 2016
- ↑ Erro de citação: Etiqueta
<ref>inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadasIBGE_Pop_2017 - ↑ a b «Wayback Machine» (PDF). www.ipece.ce.gov.br. Consultado em 28 de dezembro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 21 de janeiro de 2022 PERFIL BÁSICO MUNICIPAL 2012 ITAITINGA, página 5
- ↑ a b Navarro, Eduardo de Almeida (2013). Dicionário de Tupi Antigo. Brasil: Global. p. 192. ISBN 9788526019331
- ↑ Navarro, Eduardo de Almeida (2006). Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. Col: Série Antropologia & educação 3a ed. rev. e aperfeiçoada ed. São Paulo: Global Editora. pp. 38–39. ISBN 978-85-260-1058-1
- ↑ Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ottawa. 1974
- ↑ Aragão, R. B, Índios do Ceará e Topônimios Índigenas, Fortaleza, Barraca do Escritor Cearense. 1994
- ↑ IBGE (14 de dezembro de 2009). «Itaitinga Ceará - CE Histórico» (PDF). Consultado em 6 de janeiro de 2013
- ↑ Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos - FUNCEME.
- ↑ Instituto nacional de Pesquisa espacial - INPE.
- ↑ «Página do CPRM»
- ↑ «Atlas do Ceará». Consultado em 10 de julho de 2011
- ↑ «Cópia arquivada». Consultado em 4 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 1 de agosto de 2013
- ↑ «Página do CPRM». Consultado em 10 de julho de 2010
- ↑ a b «Página do CPRM». Consultado em 10 de julho de 2011
- ↑ «Página do IBGE» (PDF). Consultado em 10 de julho de 2011
- ↑ «Página do DER». Consultado em 10 de julho de 2011
- ↑ «Página do Ceará». 2000. Consultado em 10 de julho de 2011[ligação inativa]



