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Igrejas de Cristo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Não confundir com A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons).
Igrejas de Cristo
Classificação Protestante
Orientação Restauracionismo
Política Congregacionalismo
Origem 1948
Congregações +600 (201?)

(As fontes variam)

Membros +100.000 (201?)

(As fontes variam)

Igrejas de Cristo (Churches of Christ) é um movimento de congregações cristãs autônomas associadas entre si através de crenças e práticas comuns e que almejam um modelo congregacional tão próximo quanto possível daquele que entendem ser o da igreja do Novo Testamento., enfatizando infalibilidade e a simplicidade da Bíblia, e a autonomia congregacional.[1]

Na busca por este ideal de reproduzir a Igreja do Novo Testamento, os livros bíblicos mais estudados e citados são: Atos dos Apóstolos e as cartas de Paulo aos Romanos e aos Efésios.

Estima-se ter hoje mais de 2 milhões de membros em mais de 40 mil congregações em diversos países,[2] incluindo Angola, Brasil, Moçambique e Portugal.

O Movimento de Restauração

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O Movimento de Restauração ou Movimento da Restauração (em inglês, Restoration Movement) remonta ao fim do século XVIII e início do século XIX, principalmente nos EUA. Seus pioneiros foram pastores dedicados de grandes denominações protestantes e inconformados com o insucesso da Reforma; dentre eles, destacaram-se: Jamos O'Kelly (1735–1826), Elias Smith (1769–1846), Abner Jones (1772–1841), Barton W. Stone (1772–1844), Thomas Campbell (1763–1854), Alexander Campbell (1788–1886), John Smith (1784–1868), Walter Scott (1796–1861), entre outros.[3] A designação Movimento Stone–Campbell, como aplicada por historiadores (bem como o termo mais pejorativo "Campbellismo"), reflete a influência destes indivíduos.

De forma independente mas concomitante, estes homens e outros que estavam junto a eles passaram a crer que uma igreja dividida não acomodava a vontade e nem a Palavra de Deus, e que credos humanos, por mais corretos que fossem em sua substância, perpetuavam o sectarismo e as barreiras denominacionais quando se tornavam testes de comunhão. Esses líderes chamaram as pessoas ao Evangelho simples e à autoridade das Escrituras, e também para o direito de julgamento privado em questões de opinião.

Este chamado manifestou-se em vários slogans: “Onde as Escrituras falam, nós falamos; onde as Escrituras não falam, nós calamos”; “No essencial, unidade; no não-essencial, liberdade; em todas as coisas, amor”; “Usar nomes bíblicos para coisas bíblicas”; “Nenhum credo, somente Cristo, nenhum outro livro, só a Bíblia”; “A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática” e “Não somos os únicos cristãos, mas unicamente cristãos”. Estas afirmações ajudariam no restauro da igreja primitiva em fé e prática e na promoção da unidade de todos os crentes.[4]

Referências

  1. McCoy, V. Glenn (2003). «Plantando a Igreja do Novo Testamento: Uma Semente Produz Conforme a Sua Espécie» (PDF). A Verdade Para Hoje: http://biblecourses.com/Portuguese/ByIssue.aspx. Consultado em 1 de maio de 2023 
  2. «ChurchZip (estatísticas)» 
  3. Shackelford, Don (2010). «Em Busca da Igreja do Novo Testamento: O Movimento de Restauração no Começo de Século XIX» (PDF). http://biblecourses.com/Portuguese/AllLessons.aspx?AspxAutoDetectCookieSupport=1. Consultado em 1 de maio de 2023 
  4. Fife, Jeff. «As Igrejas de Cristo / Cristãs e o Movimento de Restauração». Movimento de Restauração. Consultado em 5 de fevereiro de 2026. Arquivado do original em 28 de setembro de 2012 

Ligações externas

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