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Haas F1 Team

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Estados Unidos Haas-Ferrari
Nome completo TGR Haas F1 Team
Sede Kannapolis, Carolina do Norte,
Estados Unidos (principal)
Banbury, Oxfordshire,
Reino Unido (europeia)
Fundador(es) Gene Haas
Chefe de equipe Gene Haas
(proprietário e presidente da equipe)
Joe Custer
(diretor de operações)
Ayao Komatsu[1]
(chefe de equipe)
Diretor técnico Andrea De Zordo[2]
Site oficial www.haasf1team.com
Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2026
Pilotos 31. França Esteban Ocon[3]
87. Reino Unido Oliver Bearman[4]
Pilotos de teste Austrália Jack Doohan[5]
Japão Ryo Hirakawa[6]
Chassis VF-26[7]
Motor Ferrari[8]
Pneus Pirelli
Histórico na Fórmula 1
Estreia GP da Austrália de 2016
Último GP GP de Abu Dhabi de 2025
Grandes Prêmios 214[9]
Campeã de construtores 0
Campeã de pilotos 0
Vitórias 0
Pódios 0
Pole Position 1
Voltas rápidas 3[9]
Pontos 386[9]
Posição no último campeonato
(2025)
8º (79 pontos)

Haas Formula LLC[10] (anteriormente conhecida como Haas Racing Developments[11][12]), atualmente competindo como TGR Haas F1 Team,[13] é uma equipe de Fórmula 1[14] estabelecida por Gene Haas em abril de 2014. A equipe planejou sua estreia no início da temporada de 2015,[15][16] mas optou por adiar a sua entrada para a temporada de 2016.[17][18]

A equipe tem sede em Kannapolis, Carolina do Norte - 50 quilômetros de Charlotte[19] - ao lado da equipe irmã, participante da NASCAR, a Stewart-Haas Racing, apesar das duas equipes serem tratadas como entidades separadas. A equipe também estabeleceu uma segunda base avançada em Banbury, Oxfordshire, a fim de fornecer melhor assistência aos carros entre as corridas durante a temporada europeia.[20]

História

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Preparações (2015)

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A Haas F1 Team[21][22] é a primeira equipe estadunidense a ter uma candidatura apresentada desde o fracassado projeto da US F1 Team apresentado em 2010,[23] e se tornando na primeira equipe estadunidense a competir desde a extinta Haas Lola que competiu nos campeonatos de 1985 e 1986. A equipe Haas Lola era de propriedade do ex-chefe da McLaren Teddy Mayer e Carl Haas, que não tem nenhuma relação com Gene Haas.[24]

Após o colapso da Marussia F1 Team durante a temporada de 2014 e o leilão de seus ativos, Haas comprou a sede da equipe em Banbury para servir como base futura para as operações da equipe Haas.[25]

Irrestrito pelo regulamento de teste até que a temporada inicie, Haas planejava apresentar seu novo carro a partir de dezembro de 2015 antes do início da pré-temporada para testes no ano seguinte.[26] Haas contratou a fabricante italiana Dallara para projetar e construir seus chassis,[27] e assinou um contrato com a Ferrari para o fornecimento de unidades de potência para a nova equipe.[28][29][30] O ex-diretor técnico da Jaguar e Red Bull Racing, Günther Steiner foi contratado como o chefe da equipe.[20]

Em 29 de setembro de 2015, a equipe anunciou Romain Grosjean como um dos seus pilotos para a temporada de 2016.[31][32] Um mês depois, no dia 30 de outubro, durante o fim de semana do Grande Prêmio do México, foi anunciado oficialmente que o piloto de testes da Ferrari Esteban Gutiérrez iria se juntar à equipe para a disputa da temporada de 2016.[33][34]

Temporada de 2016

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Esteban Gutierrez pilotando o Haas VF16 no GP do Barém.

Com os pilotos Romain Grosjean e Esteban Gutiérrez, a Haas fez seu primeiro treino classificatórios, seus 2 pilotos só ficaram a frente dos dois pilotos da equipe Manor Racing.[35]

Já na corrida, Na 18ª volta, Fernando Alonso tocou na traseira de Esteban Gutiérrez durante uma tentativa de ultrapassagem e decolou. O carro de Alonso bateu no muro lateral, capotou e foi parar na barreira de pneus do outro lado da brita da terceira curva. A McLaren ficou completamente destruída. Com o carro de cabeça para baixo, o bicampeão mundial precisou rastejar para sair do cockpit. Alonso deixou o carro aparentando sentir dores, mas apesar da imagem impressionante, não sofreu lesões graves e Gutiérrez também não se machucou. A corrida precisou ser interrompida com bandeira vermelha por pouco mais de 20 minutos para a limpeza da pista, que ficou repleta de destroços, mesmo com o abandono de Gutiérrez a Haas conquistou seus primeiros oito pontos com a sexta posição de Romain Grosjean.[36]

Romain Grosjean pilotando o Haas VF17 no GP da Malásia.

Temporada de 2017

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Em 11 de novembro de 2016, a Haas anunciou que Kevin Magnussen competiria pela equipe junto com Romain Grosjean em 2017, substituindo Esteban Gutierrez.[37]

Temporada de 2018

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Romain Grosjean dirigindo o VF-18 no Grande Prêmio da Áustria.

Em 14 de fevereiro de 2018, a Haas revelou seu novo carro, o VF-18.[38] Após uma forte demonstração durante os testes de inverno, a Haas apareceu novamente na Austrália com um carro competitivo; marcando as melhores posições de grid da equipe com Magnussen largando em 5º e Grosjean em 6º.[39] Durante o Grande Prêmio, ambos os pilotos estavam competindo fortemente na 4ª e 5ª posições, o que daria o melhor resultado da equipe até então e metade dos seus pontos de 2017, mas ambos os carros abandonaram uma volta após os respectivos pit stops, desencadeando um Safety Car Virtual que afetou o final da corrida. A Haas acabariam por alcançar o resultado de 4º e 5º lugar na Áustria, onde também ultrapassou o seu total de pontos de 2017 depois de apenas nove corridas. No Grande Prêmio de Singapura, Magnussen marcou a primeira volta mais rápida da equipe.[40] 2018 foi a sua melhor temporada até agora, terminando num impressionante quinto lugar no Campeonato de Construtores.

Temporada de 2019

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Magnussen dirigindo o VF-19 no Grande Prêmio do Canadá de 2019.

Em 2019, a equipe manteve sua dupla de pilotos para a temporada de 2019, com isso a Haas mantém Romain Grosjean e Kevin Magnussen pelo terceiro ano consecutivo.[41] A equipe também passa a competir sob o nome "Rich Energy Haas F1 Team", a nova designação fazia parte de um acordo de patrocínio de vários anos com a Rich Energy, uma empresa britânica de bebidas energéticas.[42] No entanto, o acordo foi desfeito após o Grande Prêmio da Itália.[43]

Temporada de 2020

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Um VF-20 dirigido por Romain Grosjean durante os testes de pré-temporada da Fórmula 1 de 2020.

A Haas manteve uma programação inalterada de Grosjean e Magnussen como seus pilotos para a temporada de 2020. Porém, a equipe marcou apenas três pontos, com Magnussen terminando em nono na Hungria, mas recebendo uma penalidade de tempo que o derubou para a décima colocação, e Grosjean terminando em nono no Grande Prêmio de Eifel. Eles não marcariam novamente.

Na primeira volta do Grande Prêmio do Barém, Grosjean colidiu com o piloto da AlphaTauri Daniil Kvyat e bateu nas barreiras entre as curvas 3 e 4. O impacto resultou na divisão do carro em dois explodindo em chamas. Grosjean escapou de ferimentos graves, sofrendo queimaduras nas mãos e foi hospitalizado após a corrida.[44][45][46] Ele observou que o dispositivo de proteção da cabeça, o halo, provavelmente havia salvado a sua vida. A batida o tirou do Grande Prêmio de Sakhir da semana seguinte, e ele foi substituído pelo piloto reserva da Haas, Pietro Fittipaldi.[47]

Temporada de 2021

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Magnussen e Grosjean deixaram Haas no final do Campeonato de 2020. Eles foram substituídos pelo piloto russo Nikita Mazepin,[48] e pelo vencedor do Campeonato de Fórmula 2 de 2020, Mick Schumacher, filho do sete vezes campeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher.[49] A Uralkali juntou-se a Haas como patrocinadora titular da equipe, em um contrato de vários anos, com a equipe passando a competir sob o nome "Uralkali Haas F1 Team".[50]

Temporada de 2022

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Após a invasão russa da Ucrânia, a Haas removeu a marca do patrocinador russo Uralkali de seus carros e as cores da bandeira russa. Em 5 de março, a equipe anunciou o término de seu contrato de patrocínio principal com a Uralkali e seu contrato de piloto com Mazepin.[51] Kevin Magnussen, que já havia pilotado para a equipe de 2017 a 2020, foi anunciado como seu substituto.[52]

Temporada de 2023

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A Haas assinou um contrato de patrocínio principal com a MoneyGram para a temporada de 2023 em diante, com a equipe entrando na temporada de 2023 sob a denominação "MoneyGram Haas F1 Team".[53][54] O retorno de Nico Hülkenberg à Fórmula 1 foi anunciado antes do Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2022, fazendo parceria com Magnussen para a temporada de 2023.[55] No início de 2023, a Haas também anunciou que Pietro Fittipaldi permaneceria como piloto de testes e reserva oficial da equipe para 2023 pela quinta temporada consecutiva, participando do desenvolvimento do VF-23.[56]

Temporada de 2024

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Em agosto de 2023, a Haas anunciou que sua dupla de pilotos de 2023, Hülkenberg e Magnussen, seria mantida para a temporada de 2024.[57] O contrato do chefe de equipe Guenther Steiner não foi renovado, e o cargo foi preenchido pelo engenheiro Ayao Komatsu em 10 de janeiro. O diretor técnico Simone Resta também deixou a equipe.[58] Em 11 de outubro de 2024, a Haas anunciou uma parceria técnica com a Toyota Gazoo Racing, com esta parceria tendo como objetivo fomentar o crescimento de jovens pilotos, engenheiros e mecânicos japoneses no esporte. Este acordo marcou o retorno do envolvimento da Toyota com a Fórmula 1 após um hiato de 15 anos.[59][60]

Temporada de 2025

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Hülkenberg e Magnussen deixaram a equipe após a temporada de 2024; o primeiro retornou à Kick Sauber e foi substituído por Oliver Bearman, graduado da Fórmula 2 e ex-piloto reserva, a primeira vez que a Haas contratou um piloto novato desde a dupla Nikita Mazepin e Mick Schumacher em 2021.[61][62][63] O último foi substituído por Esteban Ocon, que deixou a Alpine após cinco temporadas com a equipe de Enstone.[64] Em abril de 2025, como parte de sua parceria técnica com a Toyota, a Haas contratou o piloto da Toyota, Ryō Hirakawa, como seu piloto de testes para a temporada de 2025.[65]

Temporada de 2026

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A Haas manteve Ocon e Bearman para a temporada de 2026.[66] Em dezembro de 2025, a Haas rescindiu seu contrato de patrocínio com a MoneyGram para assinar um acordo de patrocínio principal com a parceira técnica Toyota Gazoo Racing, com a equipe passando a competir sob o nome "TGR Haas F1 Team".[67][13][68]

Ver também

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Notas

Referências

  1. «F1: Haas anuncia saída de Steiner e novo chefe de equipe; saiba». motorsport.uol.com.br. 10 de janeiro de 2024. Consultado em 10 de janeiro de 2024 
  2. «Haas promove funcionários e anuncia De Zordo como novo diretor-técnico na F1 2024». Grande Prêmio. 3 de fevereiro de 2024. Consultado em 21 de agosto de 2024 
  3. «Haas confirm signing of Ocon on multi-year contract». Formula 1.com (em inglês). Consultado em 14 de dezembro de 2024 
  4. «F2 star Ollie Bearman promoted to F1 with Haas for 2025». Formula 1.com. 4 de Julho de 2024. Consultado em 14 de dezembro de 2024 
  5. «F1: Haas anuncia Jack Doohan como piloto reserva para temporada 2026». motorsport.uol.com.br. 3 de fevereiro de 2026. Consultado em 3 de fevereiro de 2026 
  6. LS (3 de fevereiro de 2026). «Haas contrata Jack Doohan como piloto reserva para 2026». Autoracing. Consultado em 4 de fevereiro de 2026 
  7. Mitchell-Malm, Scott (4 de dezembro de 2025). «Bigger Toyota deal prompts Haas rebrand for F1 2026». The Race (em inglês). Consultado em 10 de dezembro de 2025 
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Ligações externas

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