Coreanos
Mapa da diáspora coreana ao redor do mundo. | |
| População total | |
|---|---|
| 75.000.000 (est.)[1] | |
| Regiões com população significativa | |
| Coreia do Sul | 49.110.000 (est. 2019)[2] |
| Coreia do Norte | 25.955.138 (est. 2022)[3] |
| Estados Unidos | 2.633.777[4] |
| China | 2.109.727[4] |
| Japão | 818.865[4] |
| Canadá | 223.322[4] |
| Rússia | 222.027[4][5] |
| Austrália | 203.633[4] |
| Uzbequistão | 175.939[4] |
| Filipinas | 115.400[4] |
| Cazaquistão | 103.952[4] |
| Vietnã | 88.120[4] |
| Dinamarca | 15.000[4] |
| Brasil | 50.000[4] |
| Reino Unido | 45.295[4] |
| Tailândia | 40.370[4] |
| Ucrânia | 35.000[6] |
| Indonésia | 31.760[4] |
| Alemanha | 31.248[4] |
| Nova Zelândia | 30.792[4] |
| Argentina | 22.024[4] |
| Quirguistão | 19.420[4] |
| França | 14.738[4] |
| Malásia | 14.580[4] |
| Singapura | 13.509[4] |
| Hong Kong | 13.288[7] |
| México | 12.072[4] |
| Guatemala | 9.921[4] |
| Índia | 8.337[4] |
| Suécia | 7.000[4] |
| Paraguai | 5.229[4] |
| Camboja | 4.772[4] |
| Itália | 4.203[4] |
| África do Sul | 3.949 |
| Línguas | |
| coreana | |
| Religiões | |
| |
Os coreanos (em coreano: 한국인) são um grupo étnico originário da Península Coreana e Manchúria.[10]
Etimologia
[editar | editar código]Os sul-coreanos chamam a si próprios de "hanguk-in" (em coreano: 한국인 (hangul); 韓國人 (hanja); romaniz.: hanguk-in), "han-in" (em coreano: 한인; (hangul); 韓人(hanja); romaniz.: han-in; lit. "pessoas grandes") ou ainda "hanguk-saram" (em coreano: 한국 사람; romaniz.: hanguk-saram).
Os norte-coreanos se denominam "choson-in" (em coreano: 조선인; romaniz.: chosŏn-in) ou "choson-saram" (em coreano: 조선 사람; romaniz.: chosŏn-saram).
Origens
[editar | editar código]Estudos linguísticos e arqueológicos
[editar | editar código]Os coreanos são descendentes de povos da Ásia Oriental. Evidências arqueológicas sugerem que os ancestrais dos coreanos eram migrantes da região da Manchúria e sul da Sibéria que migraram e se fixaram na Península Coreana em sucessivos deslocamentos do Neolítico à Idade do Bronze.[11][12][13] Ao migrarem para o extremo sul da península, por volta de três mil anos atrás, os coreanos acabaram expulsando os povos falantes de línguas japônicas para o arquipélago japonês (originando o povo japonês moderno) e os que permaneceram na Coreia acabaram sendo assimilados à língua e cultura coreana.[14][15]
O mesmo modelo d1e sepultura é um indicativo de quem tenha vivido ali. A maior concentração de dolmen no mundo está na Península Coreana. Estima-se que existam cerca de 35.000 dolmens, aproximadamente 40% do total encontrado no mundo. Dolmens semelhantes podem ser encontrados fora da Coreia, nomeadamente na Manchúria, Shandong e Kyushu, mas ainda é incerto o porquê dessa cultura florescer de forma tão intensa apenas na Península Coreana em comparação ao Nordeste da Ásia.
Estudos genéticos
[editar | editar código]Estudos do polimorfismos no cromossomo Y humano produziram evidências de que o povo coreano possui uma longa história como um grupo étnico endogâmico com sucessivos deslocamentos de pessoas para a península e três haplogrupos maiores do cromossoma Y.[16]
Diferenças regionais
[editar | editar código]Existem diferenças regionais, culturais e políticas entre os coreanos, assim como ocorrem entre outras etnias.
Na Coreia do Sul, a mais importante diferença regional é entre a região de Yeongnam, que engloba as províncias de Gyeongsang do Norte e Gyeongsangnam do Sul à sudeste e a região de Honam, abrangendo as províncias de Jeolla do Norte e Jeolla do Sul à sudoeste. Essa rivalidade regional remonta aos Período dos Três Reinos que durou do século IV ao século VII, onde os reinos de Goguryeo, Baekje e Silla lutaram pelo controle da península.
Observadores notaram que são raros os casamentos inter-regionais desde que as duas áreas foram separadas. A partir de 1990, uma nova estrada de quatro pistas foi concluída entre Gwangju e Daegu, e as capitais de Jeolla do Sul e Gyeongsang do Norte tiveram um pequeno sucesso na sua integração.
A elite política da Coreia do Sul, incluindo os presidentes Park Chung-hee, Chun Doo-hwan e Roh Tae-woo são, na sua maioria, da região de Yeongnam. Como resultado, a região possui uma atenção especial de recursos do governo para o desenvolvimento, em contraste com a região de Honam, que permaneceu predominantemente rural e com menor desenvolvimento.
Cultura
[editar | editar código]As Coreias do Norte e do Sul possuem uma herança em comum; porém, com a divisão da Coreia em 1945, isso resultou em divergências na cultura moderna.
A sociedade coreana é muito homogênea, já que 98% dos seus habitantes são etnicamente coreanos. Ainda que continue sendo mínima, a população de habitantes não-coreanos tem aumentado.[17]
Língua
[editar | editar código]A língua das pessoas coreanas é a coreana, que utiliza o hangul como sistema de escrita principal. Existem cerca de 78 milhões de pessoas que falam o coreano ao redor do mundo.[18]
Religião
[editar | editar código]Em 2005, quase metade da população sul-coreana expressou que não tinha preferência religiosa.[19] Dos restantes, a maioria são cristãos e budistas; a população em 2010 era dividida em: 43,1% cristã (18,3% protestantes, 10,9% católicos e 13,9% de outras denominações cristãs) e 22,8% eram budistas.[20][21] Outras religiões praticadas no país incluem o islamismo e vários outros novos movimentos religiosos, como o jeungsanismo, o daesunismo, o cheondoísmo e o budismo won.
O budismo foi introduzido na Coreia no ano 372 d.C. por missionários chineses.[22] Segundo o censo nacional de 2005, existiam mais de dez milhões de budistas no país.[21]
O islamismo conta com pouco mais de trinta mil seguidores nativos, além de mais de cem mil estrangeiros provenientes de países muçulmanos,[23] especialmente do Paquistão e do Bangladesh.[24]
Ver também
[editar | editar código]- Coreanos
- Demografia da Coreia do Norte
- Demografia da Coreia do Sul
- Língua coreana
- Coreia do Sul
- Coreia do Norte
- Demografia da Coreia do Norte
- Demografia da Coreia do Sul
- Internet na Coreia do Norte
- Programa nuclear norte-coreano
- Drama coreano
- Língua de sinais coreana
Referências
- ↑ Península da Coreia (49,1 milhões + 25,9 milhões) + Diáspora coreana (7,3 milhões)
- ↑ «Foreign population in Korea tops 2.5 million». The Korea Times. 24 de fevereiro de 2020. Consultado em 20 de janeiro de 2023. Cópia arquivada em 16 de julho de 2020
- ↑ «Worldbank, 2020». Consultado em 27 de fevereiro de 2022. Cópia arquivada em 27 de fevereiro de 2022
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac 재외동포현황(2021)/Total number of overseas Koreans (2021). South Korea: Ministry of Foreign Affairs. 2021. Consultado em 21 de agosto de 2022. Cópia arquivada em 24 de fevereiro de 2021
- ↑ The 2002 Russian census gave a figure of 148,556. See «Население по национальности и владению русским языком по субъектам Российской Федерации» (Microsoft Excel). Федеральная служба государственной статистики (em russo). Consultado em 1 de dezembro de 2006
- ↑ http://www.ihrpex.org/en/article/2666/korean_diaspora_in_ukraine_increased_almost_three_times_during_10_years
- ↑ «Cópia arquivada». Consultado em 11 de novembro de 2013. Arquivado do original em 26 de maio de 2012
- ↑ «International Religious Freedom Report 2008 – Korea, Republic of». U.S. Department of State. Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor. 22 de janeiro de 2009. Consultado em 31 de janeiro de 2009
- ↑ «state.gov». state.gov. 12 de abril de 2012. Consultado em 4 de maio de 2012
- ↑ http://books.google.com/books?id=s2EVi-MpnUsC&pg=PA6&dq=korean+origin+manchuria&hl=en&sa=X&ei=yuZdUan1PMLE4APmkoDQDw&ved=0CGAQ6AEwCQ#v=onepage&q=korean%20origin%20manchuria&f=false
- ↑ The Rise of Civilization in East Asia: the Archaeology of China, Korea and Japan, pp. 165
- ↑ ?? ?? ???, ?? ?? ???: ???, ??, pp. 44–45
- ↑ Ahn, Sung-Mo (1 de junho de 2010). «The emergence of rice agriculture in Korea: archaeobotanical perspectives». Archaeological and Anthropological Sciences (em inglês). 2 (2): 89–98. ISSN 1866-9565. doi:10.1007/s12520-010-0029-9
- ↑ Janhunen, Juha (2010). «Reconstructing the Language Map of Prehistorical Northeast Asia». Studia Orientalia Electronica (em inglês). 108: 281–304. ISSN 2323-5209
- ↑ Vovin, Alexander (janeiro de 2013). «From Koguryǒ to T'amna: Slowly riding to the South with speakers of Proto-Korean». Korean Linguistics (em inglês). 15 (2): 222–240. ISSN 0257-3784. doi:10.1075/kl.15.2.03vov. Consultado em 22 de julho de 2023
- ↑ «International Journal of Legal Medicine, Volume 124, Number 6». SpringerLink. Consultado em 4 de maio de 2012
- ↑ Choe Sang-hun (2009). «South Koreans Struggle With Race». New York times.com. Consultado em 9 de abril de 2010. Cópia arquivada em 4 de fevereiro de 2012
- ↑ «Korean». ethnologue
- ↑ Serviço de Informação Estatística Coreana. «인구,가구/시도별 종교인구/시도별 종교인구 (2005년 인구총조사)» (em coreano). Kosis.nso.go.kr. Consultado em 1 de abril de 2010. Arquivado do original em 8 de setembro de 2006
- ↑ «The Association of Religion Data Archives». National Profiles. www.thearda.com. Consultado em 14 de abril de 2011. Cópia arquivada em 4 de fevereiro de 2012
- ↑ a b Departamento de Estado de EU (2009). «International Religious Freedom Report 2008 – Korea, Republic of» (em inglês). State.gov. Consultado em 8 de abril de 2010. Cópia arquivada em 4 de fevereiro de 2012
- ↑ Quang Duc (2001). «Buddhism in Korea» (em inglês). Buddhism Today.com. Consultado em 8 de abril de 2010. Cópia arquivada em
|arquivourl=requer|arquivodata=(ajuda) [e 🔗] Verifique valor|arquivourl=(ajuda) - ↑ «Islam Takes Root and Blooms» (em inglês). Islam Wareness.net. 2002. Consultado em 8 de abril de 2010. Cópia arquivada em 4 de fevereiro de 2012
- ↑ «Korea's Muslims Mark Ramadan» (em inglês). The Chosun Ilbo.com. 2008. Consultado em 8 de abril de 2010
Bibliografia
[editar | editar código]- 서의식 and 강봉룡. 뿌리 깊은 한국사, 샘이 깊은 이야기: 고조선, 삼국, ISBN 89-8133-536-2
- Barnes, Gina. The Rise of Civilization in East Asia: the Archaeology of China, Korea and Japan, ISBN 0-500-27974-8